P.S.
O amor verdadeiro raramente é o de verão...nasce na época fria...aquece...fortalece...permanece e não estremece noutras estações...congela os materialismos...queima as mazelas existentes...floresce a sinceridade...e reveste a alma com a queda das folhas são os erros...regenera multiplicadamente a compreensão e ensina a saudade…amor é transição...é evolução…é amar sem nada…é vindo do nada…é um nada que se arrebata com um inesperado conteúdo...não se confunde com paixão, não se baralha com amizade, não alude a sexo, não investe no ciúme…amor é verbalizar com um semblante os verbos no passado, presente e no futuro quando se sente como o primeiro e último dia como se mais nada fosse…esse é o mundo em que vive e existe o amor ou sentimento transcendente de valor…tudo o resto são imitações forjadas e por mais perfeitas que soem…são maquilhagens imcompletas…são ilusões que se prostituem a fingir sentimentos nobres…
Amor nasce sem porquês…quanto…quando…como…onde…talvez…se…
Amor não tem trabalho, não pensa em dinheiro, não age futilmente, não aceita graduações, não se abala com julgamentos, é 1 elo que só existe a 2, leva-te ao topo da tua existência…amor é inteligência emocional, é perspicácia das sensações, é a comunicação por semblantes, e silêncios que dizem muito…amor é alvo de barreiras, invejas, cobiças, ganâncias…é pegar num grão de areia e construir um castelo, é pegar numa palavra banal e tornar algo belo…é dar espaço para respirar sem sentimento de perda…é respirar com saudade do permanente concludentemente, novamente de forma veemente…é ter muita gente atraente em redor e não se sentir duvidas do que se sente…é sentido de humor…são lágrimas…são lutas constantes…o amor é complicado umas vezes e outras vezes simples…como dias em que chove, neva, faz sol ou faz vento…são lágrimas de nuvens, são olhares cintilantes solares, são pensamentos florescidos e renovações de ciclos outonais, são açucares diários e intimidade lunares…
São belezas que nem o espelho mostra, são estéticas que nem os olhos contemplam, são palavras que nem o som emite, são toques que atravessam a medula…
São a compreensão, o respeito, o direito conquistado a sentir…é um efeito…que não passa com o tempo…transcende o momento…é equilíbrio…tu me dás…eu te dou…
Epicamente…E tudo o vento levou…
Cá estou…continuo a sentir…não estremeceu…nada mudou…o muito que era antes é só metade do todo que agora sou…
Sou porque és…porque somos…juntos…1…e a união de 2 seres…é muito mais forte do que tudo o que materialmente, fisicamente se pode ter…
Não é grana, não dura excertos de semana, não é sultana, não engana, é soberana…
Muçulmana, africana, cigana, urbana, etecétera e metropolitana…
Pesa 21 gramas, de corpo, mente e alma…
Um amor e uma cabana…
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